Série 3 · Estudo 71
A Doutrina da Justificação Pela Fé
– DEFINIÇÃO
Rm 5:1, Rm 5:16; Rm 4:5-7; 1 Jo 1:9
TM 456 – “O que é justificação pela fé? – É a obra de Deus ao lançar a glória do homem no pó e fazer pelo homem aquilo que ele por si mesmo não pode fazer.”
FO 93 – “Quando o pecador penitente, contrito diante de Deus, discerne a expiação de Cristo em seu favor e aceita esta expiação como sua única esperança nesta vida e na vida futura, seus pecados são perdoados. Isto é justificação pela fé. Toda alma crente deve submeter sua vontade inteiramente à vontade de Deus e manter-se num estado de arrependimento e contrição, exercendo fé nos méritos expiadores do Redentor e avançando de força em força, e de glória em glória.
“Perdão e justificação são uma só e a mesma coisa.”
FO 94 – “Justificação é o contrário de condenação. A infinita misericórdia de Deus é manifestada para os que são completamente indignos. Ele perdoa as transgressões e os pecados por amor de Jesus, o qual Se tornou a propiciação pelos nossos pecados. Pela fé em Cristo, o transgressor culpado é conduzido ao favor de Deus e à forte esperança da vida eterna.”
– A IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO
Rm 1:16-17; Hb 10:37-38; Ap 14:12
CJN 85 – “ ‘A doutrina da justificação pela fé perdeu-se de vista por muitos que professaram crer na mensagem do terceiro anjo.’ RH, 13/8/1889.
“ ‘Não há um em cem que compreenda por si mesmo a verdade bíblica sobre este assunto (justificação pela fé) que é tão necessário ao nosso bem-estar presente e eterno.’ RH, 3/9/1889.”
CJN 88, 89 – “O temor de que a doutrina da justificação pela fé – tão querida ao seu coração e pela qual se realizou a grande Reforma – se perdesse de vista, parece ter sido dominante na mente de Lutero quando ele captou uma visão de eventos futuros a ocorrer no mundo. Lemos:
“ ‘Se o artigo da justificação for uma vez perdido de vista, então estará perdida toda a verdadeira doutrina cristã. ... Então aquele que se desvia desta ‘justiça cristã’ tem de entrar na ‘justiça da Lei; quer dizer, quando perder Cristo terá de incorrer na confiança em suas próprias obras.’ Pois se negligenciamos o artigo da justificação, perdemo-Lo juntamente. ‘Portanto, mui necessário é, primacialmente, e acima de tudo, que ensinemos e repitamos este artigo continuamente.’ ‘Sim, posto que o aprendamos e compreendamos bem, ninguém há que dele se aposse perfeitamente ou creia de todo o coração.’ ‘Por isso eu temo que esta doutrina venha a ser desfigurada e enegrecida novamente, quando estivermos mortos, pois o mundo há de estar repleto de horríveis trevas e erros antes que venha o último dia.’ —Luther on Galatians, págs. 136, 148, 149, 402.
“Como Deus chamou Lutero das trevas da meia-noite do século dezesseis e colocou em suas mãos esta tocha da verdade – O JUSTO VIVERÁ DA FÉ – assim Deus terá sempre os Seus porta-bandeiras para sustentar esta base fundamental da salvação em conexão com a ‘verdade presente’ nos vários estágios da proclamação da última mensagem evangélica a todo o mundo. É, pois, oportuno que nós, hoje, dediquemos sério e cabal estudo a esta verdade vital. Deve-se compreender claramente como um pecador pode ser transformado num santo, do mesmo modo por que se nos ensinou como Adão, um homem sem pecado, se tornou um pecador. A justificação pela fé deve ser tão clara à nossa mente como o ensino acerca da Lei, o Sábado, a vinda do Senhor, e todas as outras doutrinas reveladas nas Escrituras.”
OE 301 – “... nossas igrejas estão perecendo por falta de ensino sobre o assunto da justiça pela fé em Cristo e verdades semelhantes.”
5T 159 – “O plano da salvação não é apresentado em sua simplicidade, e a razão disso é que poucos ministros sabem o que é fé simples. Não basta o conhecimento intelectual da verdade; é mister conhecermos seu poder sobre nossos próprios corações e vidas.” MDPA 5:9
– A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ, DO ÉDEN AOS DIAS DOS APÓSTOLOS
No Éden: Gn 3:7-10, Gn 3:15, Gn 3:21
Nos dias de Noé: Hb 11:7; 2 Pe 2:5; Gn 6:9
Abraão foi justificado pela fé: Rm 4:3; Gl 3:6-9; Tg 2:23
No tempo de Moisés: Hb 11:24-28; Ex 12:1-13; Nm 14:11, Nm 14:21; Dt 1:32; Hb 3:19; Hb 4:2-3
Na época dos profetas: Hc 2:4; Dn 9:7, Dn 9:16, Dn 9:18-19
Nos dias de Cristo: Mc 1:14-15; Jo 3:16; Jo 1:12; Lc 18:13-14
No tempo de Paulo e dos demais apóstolos: Rm 5:1, Rm 5:9, Rm 5:16; Tg 3:18; 2 Pe 1:1; 1 Jo 1:9
- A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ NO TEMPO DOS REFORMADORES
GC 125 – “Por uma decretal recente, fora prometida pelo papa certa indulgência a todos os que subissem de joelhos a ‘escada de Pilatos’, que se diz ter sido descida por nosso Salvador ao sair do tribunal romano e miraculosamente transportada de Jerusalém para Roma. Lutero estava, certo dia, subindo devotamente esses degraus, quando de súbito uma voz semelhante a trovão pareceu dizer-lhe: ‘O justo viverá da fé.’ Romanos 1:17 . Ergueu-se de um salto e saiu apressadamente do lugar, envergonhado e horrorizado. Esse texto nunca perdeu a força sobre sua alma. Desde aquele tempo, viu mais claramente do que nunca dantes a falácia de se confiar nas obras humanas para a salvação, e a necessidade de fé constante nos méritos de Cristo.”
GC 72, 73 – “Para os valdenses não eram as Escrituras simplesmente o registro do trato de Deus para com os homens no passado e a revelação das responsabilidades e deveres do presente, mas o desvendar dos perigos e glórias do futuro. Acreditavam que o fim de todas as coisas não estava muito distante, e, estudando a Bíblia com oração e lágrimas, mais profundamente se impressionavam com suas preciosas declarações e com o dever de tornar conhecidas a outros as suas verdades salvadoras. Viam o plano da salvação claramente revelado nas páginas sagradas e encontravam conforto, esperança e paz crendo em Jesus. Ao iluminar-lhes a luz o entendimento e ao alegrar-lhes ela o coração, anelavam derramar seus raios sobre os que se achavam nas trevas do erro papal.
“Viam que sob a direção do papa e sacerdotes, multidões debalde se esforçavam por obter perdão afligindo o corpo por causa do pecado da alma. Ensinados a confiar nas boas obras para se salvarem, estavam sempre a olhar para si mesmos, ocupando a mente com a sua condição pecaminosa, vendo-se expostos à ira de Deus, afligindo alma e corpo, não achando, contudo, alívio. Almas conscienciosas eram, destarte, enredadas pelas doutrinas de Roma. Milhares abandonavam amigos e parentes, passando a vida nas celas dos conventos. Por meio de freqüentes jejuns e cruéis açoitamentos, por vigílias à meia-noite, prostrando-se durante horas cansativas sobre as lajes frias e úmidas de sua lúgubre habitação, por longas peregrinações, penitências humilhantes e terrível tortura, milhares procuravam debaldadamente obter paz de consciência. Oprimidos por uma intuição de pecado e perseguidos pelo temor da ira vingadora de Deus, muitos continuavam a sofrer até que a natureza exausta se rendia e, sem um resquício de luz ou esperança, baixavam à sepultura.
“Os valdenses ansiavam por partir a estas almas famintas o pão da vida, revelar-lhes as mensagens de paz das promessas de Deus e apontar-lhes Cristo como a única esperança de salvação. Tinham por falsa a doutrina de que as boas obras podem expiar a transgressão da Lei de Deus. A confiança nos méritos humanos faz perder de vista o amor infinito de Cristo. Jesus morreu como sacrifício pelo homem porque a raça caída nada pode fazer para se recomendar a Deus. Os méritos de um Salvador crucificado e ressurgido são o fundamento da fé cristã.”
GC 89 – “O apelo para a razão despertou os homens de sua submissão passiva aos dogmas papais. Wiclef ensinava agora doutrinas distintivas do protestantismo: salvação pela fé em Cristo e a infalibilidade das Escrituras unicamente.”
GC 212, 213 – “Em 1512, antes que Lutero ou Zuínglio houvessem iniciado a obra da Reforma, Lefèvre escreveu: ‘É Deus que dá, pela fé, a justiça que, somente pela graça, justifica para a vida eterna.’ – Wylie. Tratando dos mistérios da redenção, exclamou: ‘Oh! Que indizível grandeza a daquela permuta – é condenado Aquele que não tem pecado, e o que é culpado fica livre; o Bem-aventurado suporta a maldição, e o maldito recebe a benção; a Vida morre, e os mortos vivem; a Glória é submersa em trevas, e é revestido de glória aquele que nada conhecia além da confusão de rosto!’ – D’Aubigné.”
GC 213 – “ ‘A salvação é de graça.’ ‘O Inocente é condenado, e o criminoso absolvido.’ ‘É unicamente a cruz de Cristo que abre as portas do Céu e fecha as do inferno.’ – Wylie.”
– OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA E A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ
A FÉ DE JESUS
GMA 58 – “Em 1861, foi eleita uma comissão de nove ministros para estudar a Bíblia acerca da questão da ordem e dos oficiais da igreja. Naquele mesmo ano, numa conferência de Battle Creek, Michigan, recomendou-se que as igrejas fossem organizadas com o seguinte concerto:
“ ‘Nós, os signatários, mediante este nos associamos como igreja, adotando o nome de Adventistas do Sétimo Dia, prometendo guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus Cristo.’ ”
3 ME 168 – “A fé de Jesus tem sido passada por alto e tratada de modo indiferente e descuidado. Ela não tem ocupado a posição proeminente em que foi revelada a João. A fé em Cristo como a única esperança do pecador em grande parte tem sido omitida, não somente nos sermões proferidos, mas também na experiência religiosa de muitos que professam crer na mensagem do terceiro anjo.”
3 ME 172 – “A mensagem do terceiro anjo é a proclamação dos mandamentos de Deus e da fé de Jesus Cristo. Os mandamentos de Deus têm sido proclamados, mas a fé de Jesus Cristo não tem sido proclamada pelos adventistas da sétimo dia como de igual importância, a Lei e o Evangelho andando de mãos dadas. Não encontro palavras para expressar estes assuntos em sua plenitude.
“ ‘A fé de Jesus.’ Ela é debatida, mas não compreendida. Que constitui a fé de Jesus, que faz parte da mensagem do terceiro anjo? O ato de Jesus tornar-Se o Portador de nossos pecados para que pudesse tornar-Se o Salvador que perdoa os nossos pecados. Ele foi tratado como nós merecemos ser tratados. Veio ao nosso mundo e levou os nossos pecados para que pudéssemos levar Sua justiça. E a fé na capacidade de Cristo para salvar-nos ampla, completa e totalmente é a fé de Jesus.”
3 ME 184 – “A mensagem para salvação da alma, a mensagem do terceiro anjo, é a mensagem que deve ser transmitida ao mundo. Tanto os mandamentos de Deus como a fé de Jesus são importantes, imensamente importantes, e devem ser transmitidos com a mesma força e poder. Tem sido salientada principalmente a primeira parte da mensagem, e a última parte apenas casualmente. A fé de Jesus não é compreendida. Precisamos falar sobre ela, vivê-la, orar a seu respeito, e ensinar o povo a introduzir esta parte da mensagem em sua vida familiar. ‘Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.’ Filipenses 2:5.
“Tem havido sermões inteiros, secos e destituídos de Cristo, nos quais Jesus quase não é mencionado.”
“MUITOS PERDERAM JESUS DE VISTA”
TM 92 – “Muitos perderam Jesus de vista. Deviam ter tido o olhar fixo em Sua divina Pessoa, em Seus méritos e em Seu imutável amor pela família humana. Todo o poder foi entregue em Suas mãos para que Ele pudesse dar ricos dons aos homens, transmitindo o inestimável dom de Sua justiça ao impotente ser humano.”
SC 38 – “Está aumentando a distância entre Cristo e Seu povo, e diminuindo entre eles e o mundo.”
SC 39 – “A igreja deixou de seguir a Cristo, seu Guia, e está constantemente retrocedendo rumo do Egito.”
1 ME 125 – “Qual é nosso estado neste terrível e solene tempo? Ai, que orgulho prevalece na igreja, que hipocrisia, que engano, que amor ao vestuário, à frivolidade e ao divertimento, que desejo de supremacia! Todos esses pecados têm obscurecido a mente, de modo que as coisas eternas não têm sido discernidas.”
AO ADMITIR A CONDIÇÃO LAODICEANA, A IGREJA COMEÇOU A PERDER A JUSTIÇA DE CRISTO
1 ME 357 – “Diz a Testemunha Verdadeira de uma igreja fria, sem vida e sem Cristo.”
LES (ASD), Amor, 2º trimestre, 1954, pág. 10 – “Depois do grande desapontamento de 1844, os adventistas observadores do Sábado creram que a igreja de Filadélfia era um tipo dos que haviam aguardado ardentemente o segundo advento no fim dos 2.300 anos proféticos de Daniel 8:14 . Durante doze anos creram e ensinaram que a mensagem à igreja de Laodicéia se dirigia apenas aos adventistas que tinham deixado de andar na brilhante luz do santuário e das verdades do Sábado. Na última parte de 1856, começou a ser ensinado pela Review and Herald, que a igreja remanescente se havia tornado morna e devia atender ao apelo para comprar ‘ouro provado no fogo’, e ‘vestidos brancos’. Devia ungir os olhos com ‘colírio.’ ”
EM 1888 DEUS ENVIOU A MENSAGEM DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ
TM 91, 92 – “Em Sua grande misericórdia enviou o Senhor preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos pastores Waggoner e Jones. Esta mensagem devia pôr de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a justificação pela fé no Fiador; convidava o povo para receber a justiça de Cristo que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus. Muitos perderam Jesus de vista. Deviam ter tido o olhar fixo em Sua divina pessoa, em Seus méritos e em Seu imutável amor pela família humana. Todo o poder foi entregue em Suas mãos, para que Ele pudesse dar ricos dons aos homens, transmitindo o inestimável dom de Sua justiça ao impotente ser humano. Esta é a mensagem que Deus manda proclamar ao mundo. É a terceira mensagem angélica que deve ser proclamada com alto clamor e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida.”
MDPA 1:7 – “O conselho da Testemunha Fiel e Verdadeira a Laodicéia ( Ap 3:18-20 ) foi oferecido para remediar a situação enquanto ainda havia esperança. A irmã White escreveu:
“ ‘A mensagem a nós comunicada por meio de A. T. Jones e E. J. Waggoner é a mensagem de Deus à igreja de Laodicéia; e ai de qualquer que professa crer na verdade e, contudo, não reflita para outros os raios enviados por Deus.’ MS 22, 1892.
“ ‘Ainda existe (para os que são mornos) uma oportunidade de remediarem seu estado. E a mensagem a Laodicéia é cheia de encorajamento, pois a igreja apostatada ainda pode comprar o ouro da fé e do amor, e ainda pode adquirir as vestes brancas da justiça de Cristo, para que não seja manifesta a vergonha da sua nudez.’ ” RH, 28/8/1894.
A MENSAGEM E OS MENSAGEIROS FORAM REJEITADOS
Ap 3:17 p. p.
TM 79, 80 – “Alguns vêm cultivando ódio contra os homens a quem Deus comissionou para dar uma mensagem especial ao mundo. Eles começaram esta satânica obra em Mineápolis. Mais tarde, ao verem e sentirem a demonstração do Espírito Santo, que testificava que a mensagem era de Deus, odiaram-na ainda mais, pois era um testemunho contra eles. Não queriam humilhar o coração para se arrependerem, darem glória a Deus, e vindicarem o direito. Prosseguiram em seu próprio espírito, cheios de inveja, ciúme e más suspeitas, como os judeus. Abriram o coração ao inimigo de Deus e do homem. Contudo, esses homens têm ocupado posições de confiança e moldado a obra à sua semelhança tanto quanto podem. ...”
TM 7 - “A Assembléia Geral realizada em Mineápolis, Minnesota, em 1888, assinalou uma crise na obra da grande tríplice mensagem.”
TM 468 – “A verdadeira religião, a única religião da Bíblia, que ensina o perdão somente pelos méritos de um Salvador crucificado e ressurrecto, que advoga a justiça pela fé no Filho de Deus, tem sido desprezada, contra ela se tem falado, tem sido ridicularizada e rejeitada.”
TM 401 – “Houve um tempo em que este trabalho se tornou necessário, porque nosso próprio povo se opôs à obra de Deus, recusando a luz da verdade sobre a justiça de Cristo pela fé.”
TM 402 – “O poder do Espírito Santo se tem manifestado grandemente em Battle Creek, o grande coração da obra, para ser comunicado aos que estão nos caminhos e valados a fim de que a multidão de seres humanos sob a influência do pecado e da morte possam ser reformados e renovados pelo poder do Espírito. Mas ao chegar a luz aos que estão no centro da obra, não têm eles sabido como tratá-la.”
AO REJEITAR A MENSAGEM DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ, A IGREJA CAIU DE FATO NO ESTADO DE LAODICÉIA
EF 44 – “A igreja está na condição laodiceana. A presença de Deus não está no meio dela.”
3 TS 254 – “Quem pode sinceramente dizer: ‘Nosso ouro é provado no fogo; nossas vestes estão incontaminadas do mundo’? Eu vi nosso Instrutor apontando para as vestes da chamada justiça. Tirando-as, pôs a descoberto a corrupção que estava por debaixo. Disse-me Ele, então: ‘Não vê como eles pretensiosamente encobriam seu depravamento e corrupção do caráter? ‘Como se fez prostituta a cidade fiel!’ A casa de Meu Pai é feita casa de venda, um lugar de onde partiram a presença e glória divinas! Por este motivo é que há fraqueza, e falta de força.”
CJN 36 – “Os fatos concernentes à real condição do professo povo de Deus falam mais alto que sua profissão e evidenciam que algum poder cortou o cabo que os ancorava na Rocha Eterna e estão flutuando pelo mar sem mapa ou bússola.” – RH, 24/7/1888.
UM REMANESCENTE ACEITA A MENSAGEM, OCORRE UMA SEPARAÇÃO NA IGREJA E COMEÇA UMA GRANDE REFORMA
1 ME 362, 363 – “O tempo de prova está exatamente diante de nós, pois o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados. Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de encher a Terra.”
SC 41 – “Vivendo como pecadores e alegando ser cristãos! Os que pretendem ser cristãos e querem confessar a Cristo devem sair dentre eles e não tocar nada imundo, e separar-se.”
HNI 250 – “O congresso terminou deixando uma sensação de confusão e desapontamento. Mais tarde, a Sra. White escreveu: ‘Foi-me mostrado que a terrível experiência do congresso de Mineápolis é um dos capítulos mais tristes da história dos crentes da verdade presente.’ Chegou, porém, a ser um capítulo proveitoso porque revelou com alarmante clareza a falta de genuíno cristianismo da parte de muitas pessoas que desempenhavam postos elevados, e assinalou o início de uma grande reforma.”
GC 311 – “A fim de preparar um povo para estar em pé no dia de Deus, deveria realizar-se uma grande obra de reforma.”
- A IGREJA DE DEUS HOJE E A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ
RSM 92 – “Da igreja de Cristo acha-se escrito: ‘Este é o nome que Lhe chamarão: o Senhor é nossa Justiça’.”
2 TS 373 – “A mensagem da justiça de Cristo há de soar desde uma até a outra extremidade da Terra, a fim de preparar o caminho ao Senhor. Esta é a glória de Deus com que será encerrada a mensagem do terceiro anjo.”
- A OBRA DE DEUS POR NÓS E EM NÓS
JUSTIÇA IMPUTADA (OBRA DE DEUS POR NÓS): JUSTIFICAÇÃO — FÉ
1 ME 392 – “A grande obra operada pelo pecador, impuro e maculado pelo mal, é a obra da justificação. Por Ele, que fala a verdade, é o pecador declarado justo. O Senhor imputa ao crente a justiça de Cristo e perante o Universo o pronuncia justo. Transfere os seus pecados para Jesus, o Representante, Substituto e Penhor do pecador. Sobre Cristo coloca Ele a iniqüidade de toda alma que crê.”
CJN 96, 97 – “A justiça pela fé, em todo o seu significado, está compreendida na seguinte definição:
“ ‘A justiça pela qual somos justificados é imputada. A justiça pela qual somos santificados é comunicada. A primeira é nosso título ao Céu. A segunda é nossa habilitação para o Céu.’ RH, 4/6/1895.
“A justiça imputada, pela qual o homem é justificado da culpa, é o fundamento sobre o qual se concede a justiça comunicada, que santifica a conduta da vida e provê ‘nossa habilitação para o Céu’. Quanto à operação desses princípios vivos, citamos o seguinte:
“ ‘Cristo tornou-Se nosso Sacrifício e Penhor. Ele Se tornou pecado por nós, para que pudéssemos nos tornar a justiça de Deus nEle . Mediante a fé em Seu nome Ele nos atribui Sua justiça, e esta se torna um princípio vivo em nossa vida.’ ” RH, 12/7/1892.
JUSTIÇA COMUNICADA (OBRA DE DEUS EM NÓS): SANTIFICAÇÃO — OBRAS
TM 442 – “Concito todo aquele que professa ser filho de Deus a nunca esquecer esta grande verdade – que necessitamos do Espírito de Deus em nós, a fim de alcançar o Céu, e da obra de Cristo fora de nós para nos dar um título à herança imortal.”
1 ME 344 – “Cristo, nosso Mediador, e o Espírito Santo estão constantemente intercedendo em favor do homem, mas o Espírito não pleiteia por nós como faz Cristo, que apresenta Seu sangue, derramado desde a fundação do mundo. O Espírito opera em nosso coração, extraindo dele orações e penitências, louvor e ações de graças. A gratidão que dimana de nossos lábios é resultado de tocar o Espírito as cordas da alma em santas memórias, despertando a música do coração.”
2 ME 20 – “Ora, a fé genuína sempre opera por amor. Quando olhais ao Calvário não é para aquietar vossa alma na falta de cumprimento do dever, nem para vos acalmar para dormir, mas para criar fé em Jesus, fé que opere, purificando a alma do lodo do egoísmo. Quando lançamos mão de Cristo pela fé, nossa obra apenas começou. Todo homem tem hábitos corruptos e pecaminosos que precisam ser vencidos por combate vigoroso. Requer-se de toda alma que combata o combate da fé. Se alguém é seguidor de Cristo, não pode ser astuto no negócio, não pode ser duro de coração, falto de compaixão. Não pode ser vulgar na linguagem. Não pode ser cheio de arrogância e presunção. Não pode ser despótico, nem usar palavras ásperas, e censurar e condenar.
O trabalho de amor brota da operação da fé. A religião bíblica significa constante trabalho. ‘Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos Céus.’ Mt 5:16. Operai vossa salvação com temor e tremor, pois é Deus que opera em vós tanto o querer como o efetuar segundo a Sua boa vontade. Devemos ser zelosos de boas obras, cuidadosos de manter boas obras. E a Testemunha fiel diz: ‘Eu sei as tuas obras.’ Ap 2:2 .”
FO 14 – “Seja este ponto plenamente estabelecido em todas as mentes: Se aceitamos Cristo como Redentor, precisamos aceitá-Lo como Soberano. Não podemos ter certeza e perfeita confiança em Cristo como nosso Salvador enquanto não O reconhecermos como nosso Rei e formos obedientes a Seus mandamentos.”
FO 104 – “Os filhos de Deus não serão semelhantes às pessoas mundanas, pois a verdade recebida no coração será o meio de purificar a alma e de transformar o caráter, tornando seu recebedor da mesma mentalidade que Deus. A menos que alguém se torne da mesma mentalidade que Deus, ainda se encontra em sua depravação natural.
“Se Cristo estiver no coração, Ele aparecerá no lar, na oficina, no mercado, na igreja. O poder da verdade será percebido por elevar e enobrecer a mente, e enternecer e subjugar o coração, pondo a pessoa toda em harmonia com Deus.”
JUSTIFICAÇÃO E SANTIFICAÇÃO
FÉ E OBRAS
PP 73 – “A verdadeira fé, que confia inteiramente em Cristo, manifestar-se-á pela obediência a todos os mandamentos de Deus. Desde o tempo de Adão até o presente, o grande conflito tem sido com referência à obediência à Lei de Deus. Em todos os séculos houve os que pretendiam ter direito ao favor de Deus, mesmo enquanto estavam a desatender algumas de Suas ordens. Mas as Escrituras declaram que pelas obras a ‘fé foi aperfeiçoada’, e que, sem as obras da obediência, a fé ‘é morta.’ Tiago 2:22 e Tiago 2:17. Aquele que faz profissão de conhecer a Deus, ‘e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.’ 1 João 2:4 .”
PP 95 – “Enquanto Noé estava a apregoar sua mensagem de advertência ao mundo, suas obras testificavam de sua sinceridade. Assim foi que sua fé se aperfeiçoou, e se evidenciou. Ele deu ao mundo o exemplo de crer precisamente o que Deus diz.”
PP 153, 154 – “ ‘E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.’ Tiago 2:23 . E Paulo diz: ‘Os que são da fé são filhos de Abraão.’ Gálatas 3:7 . Mas a fé de Abraão foi manifesta pelas suas obras. ‘O nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.’ Tiago 2:21-22 . Há muitos que não podem compreender a relação da fé com as obras. Dizem eles: ‘Crê apenas em Cristo, e estás salvo. Nada tens que ver com a guarda da Lei.’ Mas a fé genuína se manifestará pela obediência. Disse Cristo aos judeus incrédulos: ‘Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão.’ João 8:39. E, com relação ao pai dos fiéis declara o Senhor: ‘Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis.’ Gênesis 26:5 . Diz o apóstolo Tiago: ‘a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.’ Tiago 2:17 . E João, que tão amplamente se ocupa com o amor, diz-nos: ‘Este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos.’ 1 João 5:3 .
PP 278, 279 – “Antes de obterem liberdade os escravos deviam mostrar fé no grande livramento prestes a realizar-se. O sinal de sangue devia ser posto em suas casas, e deviam, com as famílias, separar-se dos egípcios e reunir-se dentro de suas próprias habitações. Houvessem os israelitas desrespeitado em qualquer particular as instruções a eles dadas, houvessem negligenciado separar seus filhos dos egípcios, houvessem morto o cordeiro mas deixado de aspergir o sangue nas ombreiras, ou tivesse alguém saído de casa, e não teriam estado livres de perigo. Poderiam honestamente ter crido haver feito tudo quanto era necessário, mas não os teria salvo a sua sinceridade. Todos os que deixassem de atender às instruções do Senhor, perderiam o primogênito pela mão do destruidor.
“Pela obediência o povo devia dar prova de fé. Assim, todos os que esperam ser salvos pelos méritos do sangue de Cristo, devem compenetrar-se de que eles próprios têm algo a fazer para conseguir a salvação. Conquanto seja apenas Cristo que nos pode remir da pena da transgressão, devemos desviar-nos do pecado para a obediência. O homem deve ser salvo pela fé, e não pelas obras, contudo, a fé deve mostrar-se pelas obras. Deus deu Seu Filho para morrer como propiciação pelo pecado. Ele manifestou a luz da verdade, o caminho da vida. Ele concedeu oportunidades, ordenanças e privilégios; e agora o homem deve cooperar com esses instrumentos de salvação; deve apreciar e usar os auxílios que Deus proveu – crer e obedecer a todas as reivindicações divinas.”
- JUSTIFICAÇÃO E PAZ ATRAVÉS DE CRISTO
DTN 336, 337 – “O pecado destruiu-nos a paz, e enquanto o eu não é subjugado, não podemos encontrar repouso. As paixões dominantes do coração, poder algum humano pode sujeitar. Somos aí tão impotentes quanto os discípulos para acalmar a esbravejante tempestade. Mas Aquele que mandou aquietarem-se as ondas da Galiléia, proferiu para cada alma a palavra de paz. Por mais furiosa que seja a tormenta, os que para Jesus se volverem com o grito: ‘Senhor, salva-nos!’, encontrarão livramento. Sua graça, que reconcilia a alma com Deus, apazigua a luta da paixão humana, e em seu amor encontra paz o coração. ‘Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as ondas. Então se alegram com a bonança; e Ele assim os leva ao porto desejado.’ ‘Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.’ ‘E o efeito da justiça será paz e a operação da justiça repouso e segurança para sempre.’ ”
DTN 187 – “Por toda parte estão os homens descontentes. Anseiam qualquer coisa que lhes supra a necessidade da alma. Unicamente Um lhes pode satisfazer esse necessidade. O que o mundo necessita é ‘o Desejado de todas as nações’ ( Ag 2:7 ), é Cristo.”